30/10/2009

Cultura

Ainda não me organizei para participar da programação do Projeto ‘Casa da Cultura 30 anos’. Recebi o convite através do secretário Flávio Arvelos constatando que teremos um pouco de tudo e tudo em cada pouco.

Um Projeto assim não só valoriza como unifica diferentes grupos de pessoas ligadas a cultura. O mais interessante é que nesta programação democrática encontramos o espaço para a apresentação de grupos como Folia de Reis, Capoeira, Tambores, Poesia, Casos, Sarau, Cinema, Música, Literatura e Reza. Você já teve a chance de presenciar um missa conga? Então, dia 20 de novembro você pode marcar presença na Praça Santa Luzia, às 19 horas.

Podemos aproveitar essa programação para refletir entre o mundo da cultura e o mundo da política? Até que ponto como disse Norberto Bobbio “cultura une e a política divide”?

Qual a sintonia necessária para que caminhos a princípio tão diferentes sejam caminhos únicos em benefício do povo?

Enquanto a política foca seu trabalho em grupos a cultura derruba fronteiras e aproxima todos os povos. Quem nunca ouviu uma música e sem entender uma palavra sentiu o coração apertado e emocionado? Quem nunca viajou através da interpretação de um artista numa cena de teatro?

Enquanto a política muitas vezes faz uma encenação a cultura coloca em cena os verdadeiros artistas da vida!

Quando a Casa da Cultura de Patrocínio completa 30 anos não temos a intenção de estender essas linhas a questões nacionais mas a questões nascidas aqui neste Município. De onde vem a valorização da cultura? Qual a necessidade de leis para a preservação de espaços históricos e acervos? Um povo que “valoriza a cultura é um povo que tem história?” claro que SIM!

Cultura não é só “coisa velha” como muitos dizem. É a grandeza da alma de um povo! Cultura não permite guardar para si o que você sabe, mas repartir, contagiar, extrapolar. O criador e a criatura, a fala e a escrita, a imagem e a realidade, o sonho e ação.

Somos todos artistas no grande espetáculo chamado vida! Somos todos carentes de público e de espaço onde possamos deixar brotar dentro de nós nossos valores, muitas vezes adormecidos na pressa do dia a dia.

Daí a importância da gestão democrática de um Secretário da Cultura. Daí a importância de ir além, em todos os bairros, escolas, praças, avenidas, grotões.

Conviver com pontos divergentes, trabalhar a auto estima, reurbanizar espaços públicos, socializar, celebrar. Isso sim é valorizar a cultura!

Mônica Othero Nunes
monica_nunes@terra.com.br