14/07/2009

Em memória

“A morte não nos rouba seres amados; pelo contrário, guarda-os e imortaliza-os na nossa recordação. A vida sim, é que no-los rouba muitas vezes e definitivamente.

Os amigos que tens e cuja amizade já puseste à prova, prende-os à tua alma com ganchos de aço.

Se sentes que tudo perdeu o seu sentido, sempre haverá um amigo, essa pessoa com quem se pode pensar em voz alta.

A felicidade é interior, não exterior; portanto não depende do que temos, mas do que somos. És algo mais do que o teu cérebro ou o teu corpo, a tua verdadeira essência é a tua alma, que é eterna. Quando a minha voz se calar com a morte, o meu coração continuará falando.

O único símbolo de superioridade que conheço é a bondade. Não peças a DEUS uma carga leve para teus ombros, pede-Lhe uns ombros fortes para suportar a carga.

Se ajudar uma só pessoa a ter esperança, não terei vivido em vão.

Por muito grande que seja a tormenta, o sol volta a brilhar por entre as nuvens sempre..

Quando a morte se precipita sobre o homem, a parte mortal extingue-se; mas, o princípio imortal retira-se são e salvo.

A amizade é mais difícil e mais rara que o amor, por isso há que salvá-la como tal.

Diante de alguma adversidade, sempre acreditei que uma Luz iluminaria meu caminho e de todas as pessoas que amo.

Vivi espalhando otimismo, amizade, alegria para que nunca pudesse perder essas virtudes com as quais enriqueci a minha vida.”
(Autor desconhecido)

Cada um partiu numa data, deixando um rastro de recordação e saudade infinita.

Cada um viveu de tal forma que todos os dias eram únicos e especiais.

Cada um escolheu uma cidade para estudar, mas nunca esqueceu a cidade mãe, os colegas da infância, os vizinhos.

Cada um expressava um estilo musical, mas não nos impedia que dedicássemos um pedaço para cada música, sem se preocupar se era grave ou agudo; tínhamos nosso momento de popstar. Podia ser Beto Guedes, Sérgio Reis, Bee Gees ou um tango de Carlos Gardel.

Todos eles manifestavam um grande amor pela família e pelos amigos.

Não deixavam passar uma data sem uma carta, um cartão, um telefonema, a confirmação que amigos de verdade se amam e se querem bem.

Engana-se quem não acredita no amor que existe entre amigos!

Ali naquele alpendre da rua Cesário Alvim, conversávamos sobre tudo e sobre nada, numa troca de energia vital.

O que queríamos era estar um próximo do outro, com a lua grandona lá no céu… com aquela sensação de que, caso algo inesperado acontecesse ninguém iria se sentir totalmente só.

Nesses dias onde sinto uma falta enorme desses três amigos, me apego na lembrança, no jeito de sorrir de cada um e de me deixar à vontade.

Posso viver cem anos que a minha condição de mortal e humana não me permite “acostumar” com a separação.

Partiram para outra dimensão… onde estarão esses três agora?

Eu alimento a saudade infinita e eterna por que sei que nunca mais vou conseguir ter amigos assim… mesmo por que eles são insubstituíveis!

“Saudade assim faz doer e amarga que nem jiló”.

Em memória de meus amigos: Margaret Moisés, Geraldo Magela Cortes Facury e Nilo Henrique Lassi Lopes.
Mônica Othero Nunes
monica_nunes@terra.com.br