22/03/2019

Faleceu em Patrocínio o mito da contracultura rangeliana Jefé Consolação

Z/E/N

Faleceu as 5h30 desta sexta (22), aos 67 anos, Jérson de Queiroz Botelho, o Jefé Consolação.

Internado desde o domingo (10) depois de sofrer um acidente caseiro e ter fraturado uma vértebra, Jefé estava se recuperando bem quando teve uma crise renal seguida de um quadro de insuficiência respiratória, passando de imediato para a UTI.

Fragilizado, não suportou o tratamento. Os rins pararam de funcionar e acabou falecendo.

Jefé será velado na Funerária Frederico Ozanan e sepultado as 18h no Cemitério Municipal.

Reconhecido como um mito da contracultura rangeliana, o autor não creditado de ‘Trem das 7’ de Raul Seixas (uma lenda que se tornou uma quase realidade) fez na manhã de hoje aquela viagem que ‘não precisa passagem nem mesmo bagagem’…

Falar do Jefé é falar de uma Patrocínio que ‘no vuelve más’.

Das casas com as portas e janelas sempre abertas e receptivas; dos namoros nos alpendres; dos longos bate papos nas esquinas e nas praças; das serenatas; do Restaurante Brumado, do Ki Wa Tip, do Chopim e das madrugadas embaladas ao som de ‘Bailarina dos Ventos’, ‘Serra da Canastra’ e ‘Sorriso de Maracongo’, que na opinião deste colunista é a mais emblemática composição de Jefé Consolação.

“Toda esquina tem um preço, tem um lenço e tem uma pena

Tem o troco da chegada, tem o passo da partida

Tem uma voz que te incendeia, tem o sol, tem a peneira

pra coar seus pensamentos, na subida para o céu.

Tem jardins de rosas negras, tem uma torre de papel

Tem o sol, tem a peneira, Pra coar seu pensamentos

Na subida para o céu.”

Vai com Deus, Jefé Consolação.