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    Marta Peres escreve: A história nos conta
    11/06/2018 - 8:50:10

     

    Para entender melhor a política precisamos ir ao encalço dos acontecimentos do passado. Não viver do passado, mas para se saber os acontecimentos de hoje é necessário entender o passado.

     

    A história nos conta sobre a política dos governadores – tudo o que foi e nos deixou dentro dessa República Velha ou Velha República – os coronéis e como foi o funcionamento, degola!

     

    A história nos conta o que foi  –  o sistema político, não oficial.

     

    Um sistema idealizado pelo então presidente Campos Sales – consistia na troca de favores políticos entre o presidente da República e os governadores dos estados do Brasil. Era tranquilo para os governadores, pois o presidente não interferia nas questões do estado – porém, como existia a troca de favores, os governadores davam apoio político ao executivo federal.

     

    Essa troca de favores vem de longe, depois diz que há modernidade. Há. Mas não em tudo e nem para tudo. O modelo está arcaico e precisamos derrubar esse gigante que vem nos atemorizando há séculos. Basta observar como funciona Brasília e o imenso Brasil quanto a política até hoje. Ninguém viu, ninguém sabe, ninguém conhece e todos juntos e misturados fazendo das suas.

     

    Não havia oposição dos governadores ao governo federal – os congressistas eram instruídos a votarem a favor aos projetos do executivo. Mudou muito? Será que já não vimos esse filme?

     

    Quando estavam para acontecer as eleições, recursos e mais recursos escusos eram utilizados para conseguirem os votos. O povo poderia escolher? Sim. Se fosse a vontade dos chefes políticos. Ilegalidade sempre existiu mas ela precisa perdurar? A política realmente atuando para o bem de todos é sonho ainda, contudo, é preciso que se vença esse modelo do toma lá dá cá para que o Brasil possa realmente deslizar pelos trilhos. Por enquanto não dá para acreditar em muitos políticos ou nos que se fantasiam de políticos, mas só querem sugar a Nação.

     

    Naquela época os governadores elegiam deputados e senadores que andariam sob a sua tutela dando apoio ao presidente da República – estes deputados e senadores deveriam ser ligados aos grande proprietários rurais, os ditos, coronéis – os coronéis por sua vez deveriam ter um grande contingente de empregados e compadres que andariam sob o comando deles. A finalidade era eleger os políticos mais corruptos que poderiam encontrar no mercado. E hoje ainda não mudou!

     

    E era até engraçado. Os fazendeiros fechavam os seus eleitores em curral. Era o voto de cabresto!

     

    Mas era muito estranho os mecanismos de manutenção da política de governadores. Havia uma Comissão que verificava as eleições. Era uma comissão chefiada por um político da confiança do Presidente da República. Se o candidato vencedor era contrário ao governo ele nem diplomado era. Davam um jeitinho de verificar a legitimidade da sua eleição como sendo fraude e o pobre nem assumir o cargo assumia. Diziam que o político havia sofrido a ‘degola”. Com facilidade o mandato do coitado era inviabilizado – por ser de oposição.

     

    Essa política não muda, os políticos achando que podem mandar e desmandar em tudo e todos. Seria bom o povo tentar se inteirar dos acontecimentos que foram e se melhorarem. A venda do voto só faz com que apareçam políticos ruins.

     

    Marta Peres