16/05/2018

Operação descobre 1.147 carteiras de estudante adulteradas em Patos

 

O elevado número de documentos estudantis apresentados na compra de meia-entrada da tradicional Festa Nacional do Milho (Fenamilho), em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, levantou a suspeita da Polícia Civil sobre um esquema de falsificação dos documentos, que acabou se revelando maior do que o esperado.

 

Em uma operação chamada “Terceiro Grau”, a corporação localizou nesta terça-feira (15) nomes de 24.336 falsos estudantes, que teriam conseguido documentos inválidos de diversas instituições de ensino, como PUC e USP. Cinco pessoas foram detidas, e um dos envolvidos seria ligado à União Nacional dos Estudantes (UNE).

 

Conforme a Polícia Civil, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nas residências de pessoas identificadas como agenciadores – elas intermediavam o comércio dos documentos. Com base nas informações repassadas, a polícia chegou a dois estabelecimentos onde as carteirinhas eram falsificadas de fato.

 

Cinco pessoas, duas mulheres e três homens, foram detidas e liberadas após prestarem depoimento. Uma delas teria autorização da UNE para emitir carteirinhas para estudantes, mas estaria distribuindo o documento sem critério.

 

CRIME

Falsificar documentos para obter vantagens é crime. Os envolvidos podem responder pelos crimes de falsidade ideológica e material, uso de documento falso e estelionato.

 

A pena é de um a cinco anos. De acordo com o especialista em direito penal Marcos Antônio Souza Santos, a punição é a mesma para quem compra ou vende os documentos falsos. Segundo ele, se a carteirinha for de faculdade pública, a pena é maior: dois a seis anos de reclusão.

 

( ZEN com informações d’O Tempo)