• IWEBIX Content Slider

    Pesquisa comprova baixo rendimento em estudantes que usam maconha
    10/08/2018 - 8:31:55

     

    Universitários que fumam maconha tendem a ter um rendimento inferior em relação àqueles que não usam a droga. Essa é a principal conclusão de uma tese de doutorado apresentada pelo economista Alvaro Alberto Ferreira Mendes Junior na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

     

    De acordo com os dados apurados pelo pesquisador, 50,7% dos estudantes que fumam maconha semanalmente passaram direto em todas as disciplinas, enquanto que entre os não usuários a proporção é de 66,1%. Entre os entrevistados que apresentam um índice de risco alto ou moderado de dependência, a proporção dos que passaram direto nas disciplinas foi de 49,6%.

     

    QUEDA DE QI

    Para Alvaro, o desempenho acadêmico inferior entre os usuários da maconha pode ter explicações biológicas e sociais. Um estudo internacional publicado em 2012 indica que os jovens que fumam a droga tendem a apresentar uma queda de 8 pontos no QI, além de demonstrarem perdas no aprendizado e na retenção da memória.

     

    “Por outro lado, a cannabis está imersa no que se chama de uma ‘subcultura’ específica, que tende a rejeitar padrões morais da sociedade de estudo e trabalho. As duas forças (biológica e social) tendem a agir juntas para derrubar o desempenho dos estudantes”, explica Alvaro, que prepara a transformação da tese em um livro.

     

    Os dados usados estão presentes no “I Levantamento nacional sobre o uso de álcool, tabaco e outras drogas entre universitários das 27 capitais brasileiras”, feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) – com o Ministério da Justiça e o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas sobre Álcool e outras Drogas, sediado na Unifesp – a partir de entrevistas com estudantes de cem instituições de todo o país – sendo 51 públicas e 49 privadas.

     

    Alvaro levou em conta também a classificação socioeconômica dos entrevistados e verificou que indivíduos de classes mais favorecidas tenderam a apresentar uma maior probabilidade de consumo nos últimos 12 meses. “Quanto maior a renda do universitário, maior a probabilidade de consumo. Por exemplo, os alunos que pertencem às classes A ou B, por exemplo, estão associados a 120% mais chances de consumo de cannabis quando comparados às classes C, D ou E”, afirma o economista, que é professor na Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro.

     

    ( Portal HD )