22/08/2014

2ª ampliação do Cemitério deve valer para mais 5 anos

O Cemitério Municipal vai passar por mais uma ampliação, a segunda em pouco mais de 5 anos.

Falando sobre o assunto, o Secretário Municipal de Desenvolvimento Social, Eduardo Arantes, disse que a prefeitura previu um gargalo muito grande no setor para os próximos anos e rapidamente buscou um paliativo.

“Foi adquirida aquela área contígua, onde existem algumas casas ocupadas por beneficiados da SSVP para ampliação do Cemitério. As residências estão sendo demolidas buscando aproveitar boa parte do material na construção de casas em outro local, que serão utilizadas com o mesmo objetivo.” – registrou o secretário.

“Mesmo assim, o nosso cemitério municipal está com pouco tempo de vida” – observou Eduardo Arantes, em entrevista ao repórter Luiz Cabral, do Sistema Difusora de Rádio.

Investimento particular

Ao observar que nos últimos 5 anos é a segunda vez que a Administração Municipal promove a expansão do Cemitério, Arantes sintetizou, “Daqui pra frente nós não temos mais para onde aumentar a área. A estimativa é que, com este novo espaço adquirido, o Cemitério Municipal tenha uma vida útil de, no máximo, mais 5 ou seis anos.”

O secretário falou também sobre a possibilidade de investimentos particulares no setor. Em fevereiro deste ano, o MAISUMONLINE.com.br revelou que a Câmara Municipal aprovou um processo de Emenda a Lei Orgânica ‘Autorizando a implantação e funcionamento de Cemitérios Particulares’ no município.

“Com relação a investimentos do setor privado neste ramo existiram sim algumas conversas com empresários, mas nada ainda foi acertado. Mas existe sim o interesse e existem projetos para a criação de um cemitério particular em Patrocínio. Retirando esta responsabilidade do setor público e repassando-a para o privado.” – contou Arantes.

Responsabilidade

É bom frisar que há muito tempo, o MAISUMONLINE.com.br – e o saudoso e inesquecível ‘Jornal do Flávio Almeida’ – debatem esse assunto, abordando a lotação (quase) esgotada do Campo Santo e os poucos jazigos que por lá ainda restam e seus preços ‘pela hora da morte’ (desculpem o trocadilho).

Conforme o MUOL já observou, a iniciativa da implantação de um cemitério particular no município é válida, mas a população – e muito menos as autoridades – não pode ‘se fingir de morta’ e deve debater a exaustão o assunto.

Pontos importantes contaminação do solo, do ar e do lençol freático devem ser levados em conta, pois em assuntos que envolvem diretamente o meio ambiente, nunca se pode colocar ‘terra em cima’.