13/10/2010

Bancos devem voltar a funcionar nesta quinta-feira

Em greve há 15 dias, os bancários decidem hoje se vão aceitar a proposta de reajuste salarial que foi apresentada na segunda-feira pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Em Minas, as assembleias estão previstas para 17h, e devem deliberar o fim da greve a partir de amanhã. O indicativo do comando nacional para a categoria é de aprovação das propostas e do encerramento da paralisação.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e região, Clotário Cardoso, voltou ontem de São Paulo satisfeito com os avanços nas negociações. “Conseguimos arrancar uma proposta que prevê um aumento real nos salários, o maior dos últimos cinco anos já conseguido pelos bancários, além de ter havido uma grande valorização dos pisos”, explicou Cardoso.

Entre os principais itens da proposta estão: reajuste de 7,5%, com aumento real de 3,08%, para os que ganham até R$ 5.250. Para os bancários com salário maior do que isso, a proposta prevê uma parcela fixa de R$ 393,75 ou correção de 4,29% de acordo com a inflação.

A proposta da Fenaban também prevê elevação de 7,5% nos vales e auxílios, valorização do piso eu uma Participação do Lucros e Resultados (PLR) maior. Está prevista também uma cláusula de combate ao assédio moral e a implementação de um canal de denúncias para casos de assédio.

“De antemão, considero a proposta razoável, mas ainda não é o que estávamos pedindo. A nossa reivindicação era de 11%. Com a força da nossa greve, conseguimos avançar e a possibilidade da proposta ser aceita existe, mas isso é a assembleia que decide”, adiantou Cardoso.

Caso a proposta seja aceita, os bancários retornam ao trabalho amanhã. Em quase duas semanas de greve, 8.280 agências estão fechadas, segundo balanço da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Com a unidade nacional da categoria e a força da maior greve dos últimos 20 anos”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf.

CONQUISTA

Acordo. Há também avanços envolvendo a área de segurança. Em caso de assalto, haverá assistência médica ou psicológica para os bancários. A Fenaban vai apresentar um relatório nacional de assaltos.

O Tempo