13/02/2014

Café apresenta ligeira alta e deixa produtores eufóricos

Os preços do café avançaram nos últimos dias no mercado físico brasileiro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Técnicos apontam que houve aquecimento na procura e, com parte dos vendedores retraídos, compradores com maior necessidade de aquisição acabam pagando preços maiores para fechar novos negócios.

O diretor de Marketing da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal analisa esse aquecimento e dá algumas sugestões aos produtores.

“Esta pequena alta possibilitou ao produtor que estava com sua safra estocada, comercializá-la com um preço melhor. A gente viu o mercado físico chegando a pagar R$ 320, R$ 330 até R$ 340 por saca. E isto se deve ao momento que vivemos, que é de entressafra, onde tradicionalmente o mercado tem uma reação. Um dos fatores desta alta, segundo especialistas, é esta grande seca que está acontecendo não só aqui no Cerrado Mineiro, mas em várias regiões do país. E até o momento não não podemos afirmar ou quantificar o quanto esta seca vai proporcionar uma quebra ou não de safra. Mas este é um momento que o mercado utiliza para formar preço.” – disse.

“É importante o produtor fazer um planejamento de comercialização para que ele tenha um valor médio do que ele precisa obter de resultados para ele compor o custo que ele tem e o retorno do investimento. Agora, com essa alta, é mais interessante ao produtor realizar a venda ou então aguardar até março, onde ele tem a opção de negociação com o governo, com o preço de negociação no valor de R$ 343 por saca. Mas é bom lembrar que neste preço existem alguns custos embutidos.” – finalizou Tarabal.

(L.S. Produções / MAISUMONLINE)