07/10/2010

Em nota a imprensa, Durval Ângelo ‘detona’ união do PT e PMDB para o governo do Estado: ‘Faltou o embate ideológico’

“Já diz o velho ditado: casamento que começa na polícia, na maioria das vezes, acaba também na polícia”. Com esta frase, o deputado reeleito Durval Ângelo (PT) iniciou sua avaliação sobre o que significou resultado das eleições para o partido. Para ele, todo o processo foi marcado por erros.

“O primeiro erro foi internamente. Um partido que se propunha a governar Minas e o Brasil tinha, necessariamente, que ter se unido. Mas, pelo contrário, tivemos acirramentos fortes na eleição do diretório estadual, bem como na decisão da presidência do PT mineiro, no segundo turno. Tudo isso culminou em uma disputa ainda maior na definição do nome para concorrer ao governo do Estado, com a realização de prévias, de forma totalmente equivocada”.

Segundo Durval, não se trata de apontar culpados, de individualizar a responsabilidade, ou caracterizar a atuação equivocada de um ou outro grupamento do PT. O que deve ocorrer é uma análise mais profunda, no sentido de aprender com os erros.

“O resultado da eleição mostra que nossa dinâmica partidária está errada. Se não conseguirmos resgatar um clima interno mais fraterno, continuaremos vivendo disputas internas que consomem muita energia e deixam profundas feridas”.

Ainda na avaliação do deputado, que teve mais de 1700 votos em Patrocínio, como se não bastasse o processo interno mal conduzido, a direção nacional errou feio, ao intervir em Minas.

“Neste caso, não há como deixar de responsabilizar a maioria partidária, o Campo Majoritário. Todos os candidatos à presidência do PT nacional haviam dito que não iriam intervir em nenhum estado, inclusive Minas Gerais. No entanto, fizeram aqui uma intervenção burra, em um cenário no qual teríamos chances enormes de ter nosso governador, como apontavam as pesquisas”.

Na opinião de Durval Ângelo, o PT partiu para a aliança com o PMDB ainda sem ter curado suas feridas, o que acarretou em inúmeros problemas internos durante a campanha, a exemplo da infidelidade partidária.

“Não nos cabe analisar a atuação do PMDB, mas no caso do PT, prefeitos e lideranças importantes não entraram na campanha”, admite. Ele considera que os dois candidatos da coligação – Hélio Costa e Patrus Ananias – eram os melhores, no campo de apoio a Lula, mas a divisão interna atrapalhou a campanha.

Outra crítica do parlamentar é à estratégia de campanha, com prioridade ao investimento no marketing em detrimento da mobilização popular e do embate ideológico. “Remédio contra ‘tucanite’ é um só. É povo nas ruas, organizado e mobilizado e uma proposta política clara, dentro de uma visão de construção do estado democrático de direito. Mas, infelizmente, em uma distorção enorme, acreditaram somente na campanha midiática. Quando abrimos os olhos já era tarde”.

Durval Ângelo acredita que o resultado teria sido bem diferente, se, desde o início, a coligação tivesse mantido um diálogo permanente com os servidores públicos e os movimentos sociais e feito o embate ideológico de propostas, mostrando os dois projetos colocados: de um lado o projeto democrático popular e de outro, o projeto de estado mínimo.

Por fim, o deputado considera que todos esses equívocos, além de levarem à derrota de Hélio Costa e à perda de uma vaga no Senado, comprometeram significativamente o resultado de Dilma Roussef em Minas. “Agora, precisamos unir todas as forças do PT e do campo que apoia a Dilma para realmente fazermos o debate ideológico. Desta forma, o povo vai aderir à campanha e a votação da nossa candidata a presidente vai até aumentar”, acredita.

Gabinete do deputado estadual Durval Ângelo (PT) – Assessoria de Imprensa