19/05/2010

Falta de quorum na reunião da Câmara teria sido engendrada por alguns setores do Executivo

A não realização – por falta de quorum – da 13ª Ordinária da Casa de Leis na noite desta terça-feira (18) criou várias versões, as mais diversas, sobre a ausência de alguns vereadores do plenário.

De forma inédita, nada mais, nada menos que cinco vereadores não compareceram à reunião: Salitre (PSDB), Aleir Donizete (PT do B), MartElias (PMDB) e Marcilene Jacinto (PHS). O vereador Alberto Sanarelli (PPS) também não estava em plenário, mas teria justificado sua ausência.

Nos corredores do Legislativo a explicação das ausências tem cunho eminentemente político. Especula-se de que as ausências significariam um boicote velado ao discurso que seria proferido pelo vereador Cássio Remis (PSDC).

Dentre vários assuntos, Cássio iria abordar daquela forma político/contundente que lhe é peculiar a crescente falta de segurança no município, a situação caótica que se encontra o IML local, denunciar o descaso do setor de saúde do município, fazendo criticas veementes a atitude do médico legista na demora da realização da necropsia do corpo da garota Tainá, assassinada na semana passada. A não realização da reunião praticamente esvaziou o discurso de Remis.

Analistas e cientistas da política local avaliam a ação dos vereadores faltosos em não dar palanque a Remis como o provável nascimento de um subgrupo político dentro do bloco que hoje apóia o prefeito. É sabido que o filho vereador do pai secretário de Esportes & Lazer nutre um desejo ardente de ser presidente da Câmara na próxima legislatura.

Alguns setores do guverno 23, porém, não comungam com essa hipótese, avaliando que Remis não está ‘preparado’ para assumir tal responsabilidade. Segundo fontes quentes & sulfurosas, a partir de agora, eles deverão implementar diversas ações para desestruturar a caminhada de Remis à presidência da Casa de Leis.