08/07/2011

Guverno 23 tenta conduzir prioridades do Orçamento Participativo

Segundo informais informantes, as reuniões do orçamento participativo estão proporcionando diversos momentos folclóricos que ficarão para sempre no inconsciente coletivo do ‘mundus polítikus rangeliânus’. A maioria deles está sendo protagonizado pelos secretários municipais do guverno 23, que protagonizam participações cada vez mais antológicas.

Pelo lado da população, os moradores estão começando a perceber que o tal ‘Orçamento Participativo’ está virando um ‘Orçamento Impositivo’, pois ao contrário das reuniões serem direcionadas para detectar o que o seu bairro, o que a sua região está realmente necessitando, os encontros estão servindo para mostrar a eles o que a prefeitura tem condições ou quer fazer pelo lugar.

Na reunião com moradores dos bairros Congonhas, Amir Amaral e Cruzeiro da Serra, por exemplo, ao ouvir dos moradores que a principal necessidade dos bairros seria a construção de uma passarela sobre a BR 365, um secretário do guverno 23 pediu a palavra e sapecou,

“Vocês estão fazendo errado. Esse pedido aí é impossível de atender. Seria mais ‘factível’ a construção de uma quadra esportiva. Porque vocês não pedem uma quadra esportiva..?’

No encontro que reuniu moradores dos bairros Morada Nova, Enéias e Dona Diva, ao ouvir (de novo, novamente e outra vez) da necessidade da construção de um pontilhão outro secretário pediu a palavra e disparou, “Esse pedido é muito caro. Não tem jeito de atender. Que tal vocês pedirem uma coisa mais ‘barata’.”

É bom frisar que ao final dos dois encontros citados acima, os moradores ‘fincaram o pé’ e conseguiram manter na pauta das reivindicações registradas os dois pedidos. Mas de antemão já ficaram sabendo que não serão atendidos.

Entra ano, sai ano, mudam-se administrações e Patrocínio, essa terra banhada pelo Córgo Rangel, abençoada pelo Cristo Redentor e incomodada pelo vagar que permeia no ‘Refúgio das Tartarugas’ continua a mesma: La nave vá… O que deveria ser participativo virou impositivo e, porque não dizer, seletivo. E selecionar é algo que uma eleição sabe fazer com precisão cirúrgica.