31/01/2014

João Batista Ferreira reassume STR e nova eleição será marcada

Seguindo determinação do dr. Sérgio Alexandre Rezende Nunes, Juiz da Vara do Trabalho, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio terá que realizar novas eleições.

Odirley Magalhães, presidente eleito em novembro de 2013 e empossado no início deste ano, devolveu nesta quinta (30) o cargo ao ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, João Batista Ferreira, que será o responsável por coordenar este outro processo eleitoral.

No próximo dia 13 de fevereiro, uma reunião com o Ministério Público definirá como será este novo pleito, “O entendimento nosso é que esta nova eleição será uma espécie de ‘segunda chamada’. Caso seja esta a decisão do Ministério Público, o quorum cai para 30% dos associados aptos a votarem e cujos nomes estão contidos naquela lista disponibilizada em novembro do ano passado, ou seja, algo em torno de 574 votos.” – afirmou Odirley Magalhães, durante coletiva.

Honrando o que assina e o que fala

“Estávamos com um mandato de segurança que garantiria o nosso mandato pronto para dar entrada em BH. Esta ação atenderia um clamor de vários amigos, apoiadores e componentes da chapa, mas achamos por bem acatar a decisão do MP. A chapa 1 honra o que assina e o que fala.” – disse o vice-presidente da chapa, Joel de Carvalho.

’Pause’ nos projetos

Apesar de confiante numa nova vitória, Odirley Magalães lamentou o acontecido, “Tivemos que dar um ‘pause’ em todos os nossos projetos.” – sintetizou, e pediu a imprensa para que ajudasse a ‘discriminalizar’ o imbróglio que se tornou a anulação da eleição do STR.

“Em momento algum os componentes da Chapa 1 e da Chapa 2 quiseram conturbar o processo. Quando assinamos o ‘acordo de cavalheiros’, nossa intenção era zelar pela saúde financeira do STR. Todos sabem que um processo eleitoral é bastante oneroso. E outra, o documento foi assinado antes das urnas serem abertas. Ninguém sabia do resultado que viria.” – sintetizou Magalhães.

Encerrando a coletiva, o ex-presidente João Batista Ferreira foi sensato, “Não considero esse episódio ruim para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio. Lamento tudo que aconteceu, mas tiro uma grande lição disto tudo. Independente do momento vivido cabe a toda e qualquer instituição legalmente constituída seguir a risca as regras e normas contidas no seu estatuto.” – finalizou.

Entenda o caso

Realizada durante todo o domingo, dia 24 de novembro, a eleição da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio registrou o comparecimento de um número de associados bem abaixo do exigido.

Dos quase 2.000 associados ao STR aptos a votar, apenas 646 compareceram a eleição. A Chapa 1 recebeu 356 votos, enquanto a Chapa 2 obteve 284 votos. Foram registrados 1 voto nulo e outros 5 em branco, totalizando ‘apenas’ 646 votos apurados. A diferença entre as duas chapas foi pequena, 72 votos.

Como não havia número de eleitores suficientes para a realização da eleição – devido a chuva torrencial que caiu na região durante todo o dia -, representantes das duas chapas fizeram um ‘acordo de cavalheiros’, dizendo que aceitariam o resultado que fosse apurado independente do número de sindicalizados aptos a votar que se fizessem presentes.

Mas, porém, todavia, contudo e entretanto, nenhum acordo, por mais ‘cavalheiresco’ que seja, sobrepõe uma norma estatutária. Sendo assim, um produtor rural da localidade de Taquara, associado do STR, protocolou junto a Comissão Eleitoral do STR um Mandato Judicial pedindo a anulação do pleito.

Guardadas as devidas proporções, a disputa pela presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Patrocínio foi quase um ‘segundo turno’ da prefeitura de Patrocínio. O ‘staff’ do GU23 apoiou ampla, total e irrestritamente a Chapa 2 de Amarildo Maranhão.

A Chapa 1 de Odirley e Joel de Carvalho teve o apoio da ‘oposição’, representada pelo deputado Deiró Marra, Fausto Amaral da Fonseca, o deputado federal Silas e seu irmão Marcos Brasileiro, Júlio Elias, dr. Elias José Abrão Neto e Greyce Elias, dentre outros.