17/07/2014

Ministério Público barra 17 candidatos de Minas por ‘ficha-suja’

No primeiro ano de aplicação da Lei da Ficha Limpa em eleição majoritária, 17 candidatos mineiros foram considerados ficha-suja pelo Ministério Público Federal de Minas (MPF), por meio de sua procuradoria eleitoral.

Entre eles estão dois deputados estaduais, um federal, um ex-parlamentar federal e seis ex-prefeitos.

Eles foram reprovados pelo MPF porque tiveram rejeição de contas públicas e condenações em segunda instância por crimes como improbidade administrativa e abuso de poder político.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tem até 5 de agosto para julgar os casos e barrar as candidaturas. Na lista dos sujões, estão os deputados estaduais Leonídio Bouças (PMDB) e Pinduca Ferreira (PP), além do deputado federal Carlos Melles (DEM) e do ex-deputado federal Silas Brasileiro (PMDB). Os candidatos têm sete dias para contestar os questionamentos.

Nomes conhecidos

O deputado federal Carlos Melles (DEM), que tenta se reeleger, tem condenação por abuso de poder econômico e político. O deputado estadual Pinduca Ferreira (PP), que conseguiu se livrar da Lei da Ficha Limpa nas últimas eleições, foi reprovado pelo mesmo motivo.

Já o deputado estadual Leonídio Bouças (PMDB) foi barrado por ter sido condenado por improbidade administrativa, assim como o ex-deputado Silas Brasileiro (PMDB). “Não estamos brincando de impugnar, todas os processos estão muito bem instruídas”, afirma o procurador eleitoral.

O deputado estadual Pinduca Ferreira (PP) afirmou que é “perseguido” pelo Ministério Público e que não fez nada de errado. “O que eu faço é ajudar o povo. Isso é abuso de poder?”, indagou o parlamentar, referindo-se ao transporte de pacientes em suas conhecidas ambulâncias.

“Eu vou ser candidato, sim. Não matei, não roubei, não pus dinheiro na cueca e nem fiz parte do mensalão”, reclamou. Já Carlos Melles disse estar tranquilo. “Deve ser alguma bobagem, já que o Ministério Público impugnou mais de 1 mil candidaturas”, afirmou. Leonídio Bouças e Silas Brasileiro não foram localizados pela reportagem.

A lista de ficha-suja ainda pode crescer, já que o MPF ainda vai analisar 34 registros individuais de candidaturas e outras quatro notícias de inelegibilidade, informadas por promotores de Justiça no interior do Estado. Segundo Martins, há também casos em que os candidatos foram impugnados por falta de certidão criminal. “Quando eles apresentarem, pode ser que sejam considerados ficha-suja”, ressaltou. Partidos políticos também estão na mira do MPE, que identificou falhas em 12 dos 22 partidos participantes do próximo pleito. A metade dos irregulares não cumpriu o mínimo de 30% de vagas para candidatura de mulheres.

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