17/02/2011

No tapetão: Segundo jornal, constrangimento marcou a posse de Romeu Queiroz na ALMG

Por meio de uma liminar expedida pelo desembargador Wander Morotta, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), tomou posse na quarta-feira (16.fev), na Assembleia Legislativa de Minas, o deputado estadual Romeu Queiroz (PSB).

Réu no processo do Mensalão, acusado de receber recursos ilícitos de Marcos Valério e Delúbio Soares, Queiroz passa agora a ter foro privilegiado – ou seja, deverá ser julgado por um tribunal diferente do de primeira instância, onde são julgados a maioria dos brasileiros que cometem crimes.

Romeu Queiroz substituiu Juninho Araújo (PTB), primeiro suplente da Coligação Justiça Social e Trabalho (PTB/PSB). Para o TJMG, a vaga deixada por Wander Borges, escolhido pelo governador Antonio Anastasia para ser o secretário de Desenvolvimento Social de Minas Gerais pertence ao partido e não à coligação.

Juninho vai recorrer

Araújo assumiu o mandato em 4 de fevereiro atendendo convite da Assembleia. Na época, valeu o entendimento de que a vaga pertencia ao primeiro suplente da coligação.

Araújo não escondeu o desconforto com o caso e entrou com uma petição de agravo, solicitando a suspensão da liminar dada ao socialista. “Me senti traído pela Assembleia e não tive oportunidade de me defender. Fui empossado baseado em uma lei federal e a Mesa da Assembleia deveria ter sustentado sua posição, mas não o fez”, reclamou.

Romeu: ‘Justiça é para ser cumprida’

O gabinete que até ontem pela manhã era ocupado por Juninho Araújo foi esvaziado pelo ex-parlamentar. Um papel foi colocado na porta com o nome de Romeu Queiroz. “É uma situação muito constrangedora”, afirmou o ex-deputado.

Já Queiroz evitou mais polêmicas. “Justiça é para ser cumprida. Estou tranquilo e preparado para ajudar o presidente e a Mesa Diretora da Casa”, salientou.

A assessoria de imprensa da Assembleia informou que a Casa “continuará convocando os suplentes pela Coligação e que a convocação do suplente Romeu Queiroz atende à uma decisão da Justiça”.

Com informações do jornal O Tempo