03/05/2011

Numa reforma que dura mais de 2 anos, Conservatório de Música agora quer recursos estaduais para seu término

Têm coisas que acontecem em Patrocínio, em Londres, com o Botafogo do Rio e com o Galo Mineiro…

Aqui nesta terra rangeliana, este rincão amando e idolatrado, banhado pelo Córgo Rangel, abençoado pelo esquecido e abandonado Cristo Redentor da Serra do Cruzeiro e incomodado pelo vagar que permeia no ‘Refúgio das Tartarugas’ uma obra realizada (e inaugurada) com recursos do município durante o governo JulElias foi imediatamente iniciada no alvorecer do guverno 23 e já dura mais de 2 anos… A reforma e ampliação do Conservatório Municipal de Música ‘Dr. José Figueiredo’.

A necessidade da execução de uma reforma em cima (no bom sentido, claro!) de outra tão recentemente (na época) realizada foi contestada de várias formas, causou grande polêmica, e nunca foi tecnicamente bem explicada nem digerida (clique AQUI e também AQUI). Agora o assunto volta a baila.

Matéria recente divulgada na mídia local diz que o local, que vinha passando por reformas desde o ano de 2010 utilizando recursos próprios para a execução das obras vai precisar de recursos do Fundo Estadual de Cultura para seu término.

A notícia informa que com a nova reforma, “o bloco administrativo está todo integrado em apenas um local, enquanto o prédio principal, chamado de Bloco I, após a reestruturação, está agora com as salas de aula. O antigo pátio foi transformado em uma sala de recital com uma ótima acústica que comporta 70 pessoas. E, a antiga edícula construída em 2008, foi transformada em uma sala de ensaio para bandas.”

Tudo muito bem, tudo muito bom, mas segundo informais informantes, as obras e as melhorias realizadas (e ainda não concluídas) não estão conseguindo atrair para o local aquilo que é sagrado para toda e qualquer instituição de ensino: os alunos. Segundo fontes, a movimentação de alunos no Conservatório é irrisória, pequena, parca, mínima, um tom acima (ou abaixo) do propósito (e do custo) da iniciativa.

Uma das iniciativas mais elogiadas do Conservatório na época de sua instalação, a criação da Orquestra de Viola, acabou, desapareceu, escafedeu-se (que nem Arlindo Orlando, aquele caminhoneiro conhecido da pequena e pacata cidade de Miracema do Norte) sem nenhuma explicação plausível.

Desculpas e ‘esclarecimentos’ sempre são publicados na mídia, porém, não conseguem convencer àqueles que nutrem tanto pela música quanto pela antiga Escola de Música e hoje pelo Conservatório um especial apreço e carinho. Enquanto isso, la nave va…