21/12/2010

PMDB de MG reclama ‘desprestígio’ e cobra cargos no Governo federal

O PMDB de Minas reclama “desprestigio” do Governo Dilma Rousseff pelo fato de nenhum mineiro ter sido contemplado com um ministério, apesar de PMDB já ter sido confirmado para cinco postos, entre eles, os ministérios da Agricultura (Wagner Rossi), Turismo (Pedro Novais), Previdência (Garibaldi Alves), Minas e Energia (Edson Lobão), Secretaria de Assuntos Estratégicos (Moreira Franco), além da Defesa (Nelson Jobim), da cota pessoal da presidente.

O presidente do PMDB em Minas, deputado federal Antônio Andrade, e deputados federais do partido, se reúnem nesta terça-feira (21) com integrantes da equipe de transição da presidente para deixar claro a sua insatisfação. “Não podemos aceitar calados. Podem achar que estamos satisfeitos. Nós trocamos os quatro ministérios do PMDB pelo Ministério dos Transportes (já ocupado pelo PR)”, afirmou Andrade ao considerar que os cargos que serão ocupados pelo partido não teriam a importância devida ao peso da legenda. Ainda não estava definida a hora e nem com quem o grupo iria conversar, segundo Andrade.

Ele afirmou que o PMDB de Minas tem nomes para indicar para qualquer cargo seja os ministérios da Saúde, que será ocupado por Alexandre Padilha, ou o da Cultura, Planejamento, e, naturalmente, o de Transportes. Mas mesmo se a reivindicação do partido não for atendida, Andrade adianta que os deputados vão continuar na base e votando com o Governo Dilma.

Em Minas, o PMDB é oposição, segundo ele, apesar da movimentação da bancada estadual em buscar uma participação no Governo Anastasia em troca do alinhamento. Andrade nega que haja divisão na legenda como reflexo das posições divergentes. “Não teve acerto (ainda). Não tem divisão”, concluiu.

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