09/08/2010

PMDB lidera a lista dos barrados por Ficha Limpa

O PMDB é o partido que tem a maior “bancada” de candidatos barrados pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) por conta da aplicação da Lei da Ficha Limpa. A legenda soma 23 candidaturas indeferidas no país.

O levantamento feito pela Folha ontem nos 27 TREs dos Estados apontou o PP em segundo lugar na lista dos partidos com candidatos considerados “fichas-sujas”, com 15 barrados pelos tribunais, à frente do PR e do PTB, ambos com 12 políticos nessa situação.

Na sequência do ranking das legendas com candidaturas indeferidas aparecem o PSDB (dez), PSB e PDT (ambos com oito) e DEM (seis).

Dentre os grandes partidos, PV e PPS tiveram cinco políticos considerados “fichas-sujas”. O PT teve três candidaturas barradas.

A apuração da Folha em todos os TREs do país apontou um total de 151 candidaturas indeferidas em todo os país até as 20h de ontem.

A nova lei proíbe a candidatura de pessoas condenadas por órgãos colegiados do Judiciário –como os TJs (Tribunais de Justiça)– ou de controle de finanças públicas, como o TCU (Tribunal de Contas da União).

O TRE do Ceará foi o que mais barrou políticos –total de 25. Em Rondônia, o TRE vetou 23 candidaturas. A corte de Minas indeferiu 16 inscrições. O tribunal de Pernambuco barrou 14 políticos, e o do Rio, dez candidatos.

Os números nacionais da aplicação da Lei da Ficha Limpa devem crescer nas próximas semanas, pois o TRE de São Paulo deve começar hoje o julgamento de cerca de 60 impugnações de candidaturas feitas pelo Ministério Público Eleitoral com base na nova legislação.

Também nos próximos dias, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve receber os recursos dos candidatos barrados pelos TREs estaduais.

Os políticos que tiveram suas candidaturas liberadas pelos TREs também poderão ser alvo de recursos das procuradorias eleitorais dos Estados, e ainda poderão ser impedidos de concorrer nas eleições de outubro.

Segundo o calendário eleitoral, a data para apreciação das causas pelo TSE vai até 19 de agosto. Os derrotados ainda poderão apelar ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Folha On Line