11/01/2011

Segundo superintendente do Daepa, tarifa de água poderá subir no meio do ano, ‘mas de forma responsável’

O superintendente do Daepa, Luciano Queiroz Filho, foi o entrevistado desta segunda-feira do Jornal da Módulo. Durante o programa Queiroz comentou sobre os investimentos da autarquia em vários setores, principalmente na melhoria do abastecimento de água aos bairros localizados na parte alta da cidade.

Ao repórter Jânio Luiz, Queiroz ressaltou que o investimento feito pelo Daepa nestes 2 anos foi de cerca de 5 milhões de reais na construção de novas redes que resolverão de vez o problema da água na cidade.

“O que está sendo feito em Patrocínio na questão da distribuição de novas redes, novos ramais é uma coisa que nunca foi feita. Estamos investindo cerca de 5 milhões de reais, estamos construindo novas redes em todos os bairros de Patrocínio, os bairros antigos e nos novos bairros que estão surgindo e em 2011 não mais faltará água na cidade, principalmente nestes bairros altos onde existe muita reclamação… Serão construídos cerca de 30 km de rede de água e com o término das obras a gente vai interligar esses ramais, resolvendo de vez o problema da falta de água em Patrocínio.”

Luciano Queiroz enfatizou que as obras realizadas não significarão um aumento de tarifa para o consumidor, mas sinalizou que num momento oportuno a tarifa de água poderá aumentar.

“Estas obras que estão sendo executadas não vão onerar o consumidor. Mas o que a gente tem que pensar na hora certa é que este aumento da tarifa de água tem que ser feito. Mas de uma forma responsável. Ver o que deu a inflação do ano e no meio do ano pensar sim num reajuste, mas um reajuste pequeno que acompanhe a inflação do Brasil, que não seja uma coisa que pese no bolso do consumidor mas que também não deixe o Departamento em dificuldade.”

O superintendente do Daepa lembrou que quando assumiu a pasta, em janeiro de 2009, as tarifas do Daepa estavam defasadas.

“Quando nós entramos, o Daepa estava a 4 anos sem um reajuste nas tarifas e isso foi uma defasagem muito grande. O último reajuste que houve foi em julho de 2010. A intenção nossa é esperar que se complete 12 meses para depois fazer uma avaliação da inflação, nada mais que a inflação. Eu acho que não pode haver um reajuste acima da inflação, já que a inflação é a realidade do que subiu, do que aumentou no Brasil.E nós queremos, com responsabilidade, fazer com que isso não aconteça novamente. Mas as obras em si não estão ligadas a um aumento de tarifa.”