14/09/2011

Vazio sanitário do algodão começa dia 20 em Minas

Terá início no dia 20 de setembro, o vazio sanitário do algodão nas regiões do Triângulo, Alto Paranaíba, Noroeste e Norte, principais produtoras de Minas.

A medida leva em conta a importância socioeconômica desta cultura para o Estado e os prejuízos que a praga do bicudo do algodoeiro pode ocasionar à economia.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) vai vistoriar, até 20 de novembro, período de vigência do vazio, 88 propriedades que cultivam o algodão em pluma. Durante 60 dias, é proibida a existência de plantas vivas do algodão em áreas agricultáveis.

Implantado em 2010, pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), através da resolução nº 1.021, o vazio sanitário é uma das medidas fitossanitárias para a prevenção e controle do bicudo do algodoeiro, espécie de besouro que se alimenta da estrutura reprodutiva das plantas.

Todos os Estados que produzem algodão são obrigados a estabelecer o vazio sanitário, por exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O IMA fiscaliza o cumprimento da norma, já que a eliminação das plantas no período é de responsabilidade do produtor. O descumprimento da medida gera auto de infração e multa.

Em 2010, foram vistoriadas 81 propriedades, o equivalente a 12.440 hectares de plantações. De acordo com a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), o Estado conta atualmente com 110 propriedades que cultivam algodão, somando 31.660 hectares de plantações. A safra deste ano teve um aumento de 110% em relação à de 2009/2010, quando foram produzidas 23 mil toneladas da pluma.

Mudança da data do vazio do algodão

Para atender as solicitações do setor produtivo mineiro, a Seapa e o IMA, através da resolução 1.181/2011 e da portaria 1.136/2011, modificaram o prazo do vazio sanitário do algodão, que vigorava entre os meses de agosto e novembro.

“Verificou-se que, no ano passado, houve um atraso na colheita da safra, devido ao grande volume de chuvas durante o período do vazio sanitário. O IMA então modificou a data de vigência da medida em atenção aos produtores”, destaca o gerente de Defesa Sanitária Vegetal do Instituto, Nataniel Diniz Nogueira.

Agência Minas